| Jogo
disponível para troca |
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Killzone
2 |
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Ficha
Técnica
Fabricante: Guerilla
Lançamento: 27/02/2009
Distribuidora: Sony Computer Entertainment Europe
Suporte: Cartão de memória
Outras plataformas: PS2
ImperdívelAvaliação:
Imperdível
sob
consulta
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Com exceção
da versão para PSP, "Killzone" esteve envolvido
em polêmicas. O primeiro game, para PlayStation 2, tinha
a expectativa de "matar" o concorrente "Halo 2",
mas o resultado final ficou bem longe do clássico da Bungie.
Com continuação, para PlayStation 3, não
foi diferente. Na E3 de 2005, a Sony mostrou um vídeo do
game, no qual afirmava ser uma demonstração em tempo
real do poderio do console que sairia apenas no final de 2006.
Mas somente depois de ser muito pressionada a empresa admitiu
se tratar de computação gráfica. Durante
mais de dois anos, o assunto foi enterrado, mas "Killzone
2" ressurgiu na E3 de 2007, com direito a conferência
só para si.
O novo trailer
- esse sim com gráficos gerados pelo PlayStation 3 em tempo
real - mostrou um "Killzone" mais crível, distante
do espetacular trailer de 2005, mas ainda assim impressionante,
em outros sentidos. O roteiro se parece muito com o primeiro vídeo:
um grupo de soldados, montados numa aeronave, prepara uma invasão
ao planeta Helghan, lar dos Helghasts.
A equipe da
produtora holandesa Guerilla Games disse ter se baseado nos grandes
conflitos do século 20 para criar o clima do jogo e, de
fato, parece a cena da invasão da Normandia de "O
Resgate do Soldado Ryan" que acontece num ambiente futurista.
Em terra, o caos continua, com tiros e explosões para todos
os lados.
Em termos
de impacto visual, "Killzone 2" tem muito a oferecer.
As texturas não são tão sofisticadas, mas
os personagens têm uma constituição bastante
complexa. Segundo os produtores, cada "boneco" possui
mais polígonos que uma fase inteira do primeiro jogo. As
armas também estão bem detalhadas, com ótimas
animações.
O título
da Guerilla tem uma ambientação fantástica:
praticamente todos os cantos do cenário são destrutíveis.
Provavelmente são animações pré-definidas,
mas não falham em impressionar e criar um clima de pandemônio.
Os inimigos possuem movimentos realistas e quando são derrotados,
combinam animações "ragdoll" (que faz
parecer um boneco) com "atuações" pré-fabricadas.
Numa das cenas, o adversário, atingido, começou
a rastejar, para depois cair sem vida.
A iluminação
é um show a parte. A impressão é que os efeitos
de luz e sombra foram calculados para se obter o máximo
de dramaticidade - mesmo que tenha que se afastar do realismo;
a intenção é ser cinematográfico.
O clima é sombrio, que contrasta com os clarões
provocados pelos trovões que cortam o céu. Os Helghast
possuem armamentos capazes e absorver raios e dispará-los
como arma - um desses atinge uma das aeronaves na abertura. O
fogo da metralhadora, por exemplo, ilumina intermitentemente o
ambiente e os objetos próximos.
A mecânica
é típica de um jogo de tiro em primeira pessoa.
Quase tudo acontece através dos olhos do personagem, exceto
nas cenas não-interativas, quando o game assume uma câmera
de terceira pessoa. Como em "Gears of War" pode-se atirar
sem levar a arma na altura dos olhos, mas a precisão, nesse
caso, é baixa. Dependendo da arma, a mira pode ser mais
ou menos eficiente.
O sistema
de energia vital é como o de "Call of Duty":
não há medidores, mas conforme se toma tiros, a
visão vai perdendo cores, sinal que você precisa
se proteger e recompor. A vitalidade volta com o tempo.
Os inimigos
comuns já são conhecidos dos títulos anteriores,
mas foram acrescentados novos oponentes. Um deles tem artilharia
e armadura pesada. Ataques normais não surtem efeito e
é preciso adotar outras estratégias para superá-lo.
No caso, usa-se bombas pegajosas em suas costas.
Enfim, "Killzone
2" pode não ter a qualidade mostrada no trailer de
2005, mas não falha em surpreender, trazendo um dos visuais
mais elaborados entre os títulos para PlayStation 3. Por
enquanto, pouco da parte jogável foi mostrada, e não
faz supor muitas inovações na seara dos jogos de
tiro em primeira pessoa. Mas em termos de dramaticidade, utiliza
de forma eficiente a fórmula adotada pela série
"Call of Duty". No final das contas, o game pode ser
um dos grandes títulos para o console de nova geração
da Sony.
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