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Ficha
Técnica
Fabricante:
Disney Interactive
Lançamento: 02/03/2010
Distribuidora: Etrange Libellules
Suporte: 1 jogador
Outras plataformas: DS PC
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A equipe
da Etrange Libellule (de "The Legend of Spyro: Dawn of the
Dragon") ficou com a grande responsabilidade de trabalhar
no game de "Alice no País das Maravilhas". Responsabilidade,
pois além de se tratar de um produto inspirado em uma das
obras literárias mais adoradas da cultura popular, trata-se
também da adaptação de uma aguardada produção
cinematográfica, resultado da parceria entre o admirado
diretor Tim Burton e Disney.
Sabendo
desta incumbência, os produtores decidiram evitar a armadilha
de colocar o jogador para controlar o protagonista, utilizando
a velha e batida fórmula dos jogos de plataforma. Em vez
de seguir o caminho mais óbvio das adaptações
de filmes para os jogos, optaram por dar ao jogador o controle
dos coadjuvantes desta aventura.
Cada
personagem jogável possui suas próprias características,
habilidades e peculiaridades. Ainda que siga uma estrutura típica
dos jogos de plataforma em 3D, o jogador precisa solucionar problemas,
derrotar inimigos e superar obstáculos usando essas habilidades
de maneira criativa e um tanto amalucada. Determinadas situações
exigem que o jogador troque constantemente de personagens, combinando
suas habilidades para solucionar problemas, como no clássico
da Blizzard "The Lost Vikings".
É
preciso pensar com base na habilidade de cada personagem para
encontrar sentido nos quebra-cabeças aparentemente ilógicos
do jogo. O Chapeleiro Maluco, por exemplo, é capaz de alterar
o mundo utilizando o poder da perspectiva. Uma ponte aos pedaços
aparentemente intransponível pode ser reconstruída
bastando observá-la do exato ponto de vista no qual suas
partes parecem se encaixar - uma ideia oriunda de jogos como "Echochrome",
para PSP e PlayStation 3.
Uma
habilidade única do personagem de Johnny Depp é
seu ataque: novamente utilizando a brincadeira da perspectiva,
a câmera se posiciona na altura de seu olhar e, enquadrando
o oponente, à distância, entre o polegar e o dedo
indicador, ambos em primeiro plano, é possível esmagá-lo
com os dedos.
Outras
habilidades envolvem brincadeiras com o tempo com o Coelho Branco,
visibilidade, com o Gato Risonho e golpes mais convencionais,
como o lançamento de pratos da Lebre de Março. Um
segundo jogador pode entrar e sair da partida a qualquer momento,
permitindo que ambos solucionem quebra-cabeças e batalhem
juntos.
Já
a versão para o Nintendo DS aproveita muitas das ideias
da versão maior, porém transporta os personagens
para um mundo em 2D bastante estilizado. A missão do jogador
continua sendo levar Alice até a saída de cada fase,
usando as habilidades únicas de cada personagem com a stylus
para abrir caminho para a jovem. Quando se trata de quebra-cabeças
insanos e situações malucas, "Alice in the
Wonderland" não hesita em por as cartas na mesa.
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