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X-Men
Origins Wolverine |
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Ficha
Técnica
Fabricante: Raven Software
Lançamento: 2009
Distribuidora: Activision
Suporte: Cartão de memória
Outras plataformas: DS PC PS3 PSP WII PS2
Avaliação: Imperdível
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Jogos baseados
em super-heróis não são exatamente novidade,
mas, ao contrário dos mais recentes filmes que têm
como protagonistas seres fantásticos com poderes sobre-humanos,
a qualidade desses games raramente esteve à altura da mitologia
que cercam os personagens. Esse é o desafio que a Raven
Software, que já tinha dado boas contribuições
no gênero, com títulos como "X-Men Legends"
e "Marvel: Ultimate Alliance", se propôs a superar.
A primeira
vista, a produtora não tem do que reclamar da obra na qual
está tomando como base. O longa-metragem "X-Men Origins:
Wolverine" descende de uma franquia de sucesso: o primeiro
filme dos "X-Men", lançado no ano 2000, se tornou
um exemplo a ser seguido, e o resultado foram as inúmeras
superproduções trazendo super-heróis, casos
de "Homem-Aranha" e particularmente do mais recente
"Batman", um monstro de bilheteria.
Dadas as características
do protagonista, tido como um dos mais célebres heróis
dos quadrinhos americanos, atormentando por um demônio interior
e que não escolhe meios para atingir seus objetivos, a
produtora enxergou que o combate precisava ser o elemento vital
do jogo, e num nível de violência para fazer jus
a um mutante com garras de metal indestrutível e instinto
de predador.
Trata-se de
uma fórmula que faz lembrar "God of War", grande
sucesso da Sony, mas a Raven Software aponta outras influências:
uma inusitada mistura entre "Devil May Cry", jogo de
ação de combate "hardcore" da Capcom e
"Super Smash Bros", título da Nintendo que abriga
tanto jogadores casuais como entusiastas. Do primeiro parece vir
a coreografia de luta fluida, rápida e cheia de estilo,
mas a elegância de Dante dá lugar aos movimentos
selvagens e mortais de Wolverine. De "Smash Bros." a
produtora buscou a simplicidade, pois pretende que "X-Men
Origins" possa ser jogado por pessoas que não tenham
tanta experiência com games.
Não
que os ases do joystick foram esquecidos. Esses são recompensados
com movimentos mais elaborados, mais difíceis de realizar,
que permitem lutar com mais eficiência. Fazer esses "combos"
mais complexos e longos dá direito a mais experiência
e pontos de habilidade, que permite melhorar as qualidades do
personagem, como ter mais poder de ataque ou "comprar"
novos movimentos especiais.
A violência
é pesada. Tal e qual "Ninja Gaiden", há
profusão de sangue e desmembramentos. O intuito, novamente,
é ser fiel ao personagem, mesmo que, para isso, tenha que
restringir a faixa etária - pelas características
do jogo, deve receber o selo M nos Estados Unidos, ou seja, não
recomendado para menores de 17 anos. Mas não são
apenas os inimigos que se machucam: Wolverine é atacado
impiedosamente e as consequências ficam marcadas nas roupas
e na pele. Mas, obviamente, isso não dura muito. Embora
um tiro de espingarda possa fazer um bom estrago no corpo do herói,
os ferimentos são curados em pouco tempo, devido a sua
habilidade mutante. Não é que Wolverine seja invencível.
O game representa a cura rápida através de duas
barras: a primeira é a proteção primária,
que se recupera rapidamente, e a segunda, a energia vital, começa
a regredir assim que a barra inicial se esvai e tem uma taxa de
recuperação bem mais lenta.
Por fim, Wolverine
também tem o instinto animal, que lhe permite enxergar
inimigos e caminhos escondidos. Essa habilidade é usada
também nas batalhas contra os chefes, como o protótipo
do Sentinela, robôs gigantes que terão como objetivo
lutar contra os mutantes. Nesse combate, Wolverine usa seu sentido
sobre-humano para enxergar os pontos fracos da máquina
de extermínio. Em determinados momentos, acontecem cenas
de cinema interativas, como as de "God of War", em que
o jogador precisa fazer uma determinada sequência de botões
para que a ação - mostrada de forma cinematográfica
- prossiga. Aliás, "X-Men Origins" aproxima as
cenas de jogo com as não-interativas, fazendo com que a
transição seja sem cortes, ao contrário do
que acontece na maioria dos jogos.
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