| |
 |
|
| |
Ficha
Técnica
Fabricante: EA Montreal
Lançamento: 12/01/2010
Distribuidora: Electronic Arts
Suporte: 2 jogadores, multiplayer online
Outras plataformas: PS3 PSP
Avaliação:
Recomendado
|
|
Apesar
de dividir os comentários da crítica especializada,
"Army of Two" foi um sucesso de vendas em 2008, vendendo
mais de 2 milhões de cópias. Foi o sinal verde para
a produção de uma continuação, que
como o original, ficou sob a responsabilidade da EA Montreal,
intitulada "Army of Two: The 40th Day", que mantém
os mercenários Salem e Rios sob os holofotes.
Agora,
em vez de percorrer o mundo, a dupla deve permanecer em local
específico, no caso, a cidade de Xangai, que está
sofrendo com uma série de desastres de origem misteriosa
como colisões de aviões e desmoronamentos de edifícios.
É um cenário desolador de caos e destruição
- inspirado pelo filme "Cloverfield" - que desafia os
dois soldados a trabalhar em equipe de melhor forma para descobrir
os reais motivos por trás de tamanhas tragédias.
O
time da EA Montreal prestou muita atenção nos comentários
sobre o jogo anterior e resolveu investir pesado na reformulação
dos controles e na inteligência artificial dos protagonistas.
Uma das melhorias presentes está no sistema de cobertura,
que agora é automático e é acionado assim
que um herói se encontrar abaixado próximo a paredes
ou outras superfícies planas. Um movimento de corrida no
melhor estilo "Gears of War" também foi adicionado,
com uma câmera que se posiciona sobre as costas do personagem
até seu destino - e caso este seja uma parede, a cobertura
automática já é acionada. Um GPS entra em
cena para dar apoio, capaz de localizar inimigos atrás
até mesmo de veículos ou paredes.
O
trabalho de equipe da dupla também foi mais valorizado,
com uma inteligência artificial aperfeiçoada no modo
para um jogador. Em vez de servir apenas como apoio em tiroteios
ou para alcançar locais de difícil acesso, o parceiro
agora ganha mais importância quando os caminhos se dividem
e trabalho conjunto mais complexo é requisitado. Um bom
exemplo é o trecho em que os dois precisam executar um
tiro de longa distância para impedir que um bandido mate
um refém e só um deles está a uma distância
segura para executar o disparo - cabe ao outro, então,
se mover para outro ângulo e informar, via rádio,
quais possíveis imprevistos podem afetar o a trajetória.
Novas
táticas foram incluídas como, entre outras coisas,
fingir rendição a um inimigo enquanto seu parceiro
o acerta de longe. Tais manobras agora levam em conta que tiros
podem atravessar os corpos dos personagens, o que causa uma mudança
no tratamento dos reféns ao longo da ação:
é possível mirar, por exemplo, no ombro de um civil
com o intuito de atingir um oponente que se encontre logo atrás.
Caso deseje, também é possível ignorar o
salvamento de inocentes e matar todo mundo pela fase - ainda que
uma atitude mais pacifista, inclusive ao atordoar e amarrar os
bandidos em vez de abatê-los, garanta recompensas diferenciadas.
Ainda
atuando por trás de máscaras assustadoras, Salem
e Rios surgem mais entrosados nesta segunda aventura. A EA Montreal
percebeu que os mocinhos precisavam de uma melhor química
e suas personalidades agora ganham mais profundidade, com diálogos
mais naturais que causam maior empatia junto ao público.
Isso quer dizer que boa parte das piadinhas infames da dupla foi
limada, dando lugar a comentários um pouco mais elaborados,
mais próximos do clima de um grande filme de ação
de Hollywood, e não de uma comédia juvenil. |