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Beijing
2008 |
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FICHA
TÉCNICA
Fabricante:
Eurocom Ent.
Lançamento: 08/07/2008
Distribuidora: Sega
Suporte: 1-4 jogadores
Outras plataformas: PC PS3
Avaliação: Recomendado
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Desde
os tempos do saudoso Atari, com o infame "Decathlon" da
Activision, os jogadores foram catequizados a acreditar que, para
recriar as emoções de competições ligadas
ao atletismo, é necessário massacrar os controles
com movimentos rápidos e repetitivos. Os jogos evoluíram,
os videogames também, concorrentes esportivos no estilo ganharam
novas modalidades, mas aquela velha idéia ainda persiste.
Mesmo
hoje, com este "Beijing 2008", que tem direito a partidas
online e outros recursos de última geração,
nós ainda somos obrigados a pressionar os mesmos botões
como loucos. Apesar do cansaço e de certa frustração,
ao menos ainda é possível se divertir como nos velhos
tempos.
novo jogo da Sega, em parceria
com a Eurocom, conta com 38 modalidades que vão dos 100m
rasos ao Judô, passando por canoagem, tênis de mesa,
arco e flecha e natação. À escolha estão
delegações de 32, incluindo o Brasil, que podem
participar de modos de Training, apenas para testar as diferentes
mecânicas de cada esporte, Competition, uma curta seleção
de provas para jogar com amigos online ou offline e modo principal,
Olympic Games.
Em Olympic Games, seu país
é escalado para competir em uma série de diferentes
eventos por dia, com uma meta pré-estabelecida para passar
para o seguinte. O começo é simples, classificatório,
mas depois a dificuldade vai aumentando, com a necessidade de
ganhar até em provas que provavelmente você não
terá muita intimidade, diante de tanta variedade. A coisa
também complica graças ao sistema de distribuição
de pontos - ao fim de cada evento você pode fazer upgrades
em vários atributos de sua equipe, como força, velocidade
ou agilidade - uma vez que seus atletas começam com uma
boa desvantagem diante dos competidores e isto pode se tornar
um pouco frustrante no início.
Mecânica de ontem
Sobre a mecânica das
modalidades, realmente elas pouco mudaram desde os tempos do Atari.
Claro que alguns novos elementos foram adicionados aqui e ali,
mas prepare-se para pressionar botões repetidamente por
um bom tempo - ou substituir por giradas nas alavancas analógicas.
E aí é pura questão de gosto pessoal ou,
quem sabe, um toque nostálgico.
Corridas e outras provas como
salto com vara ou salto à distância, principalmente,
ainda se baseiam no velho esquema de repetição,
com uma ou outra variação de finalização,
com as provas de velocidade ganhando apenas um novo sistema de
largada, que dá um impulso extra ao atleta se pressionados
os botões no momento certo.
Uma variação interessante acontece, por exemplo,
no levantamento de peso, em que você precisa girar os direcionais
analógicos em direções opostas até
que, por fim, deve tocá-las para equilibrar o peso do halteres
ao alto. Mas quando o jogo tenta fugir totalmente disto, estranhamente
deixa de agradar , como é o caso do Judô. Ali você
deve utilizar o analógico para direcionar sua abordagem
e emendar com combinações de botões, que
nunca dão muito certo por falta de indicação
do jogo sobre o que está acontecendo, ou de um tutorial
melhor elaborado. Além
de boa parte da mecânica se basear no passado, dá
para dizer o mesmo da parte técnica. Ainda que o jogo conte
com alguns modelos bem realistas, com movimentos capturados de
atletas reais, além de algumas texturas que chamam a atenção
pela qualidade, não há muito mais o que observar
que tire o fôlego. A produção é por
demais simples e falha em ambientar o jogador, nunca criando uma
sensação de envolvimento. Na verdade, não
parece nem ao menos tentar, com uma apresentação
breve e fria, sem muitos detalhes de alguns pontos-chave dos jogos
de Pequim, acompanhados por uma trilha incidental que parece estar
lá só para evitar um silêncio completo.
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